
Há dias que venho com essas duas palavrinhas em meu
coração , me deixando inquieta, mas eu pensava,
calma , você vai parar e procurar o significado,
comparando as duas .
CELEBRAR E COMEMORAR,
Vocês devem estar se perguntando mais porque ela
quer isso?
Pois é , quando chega perto de meu aniversário sempre
ficava na dúvida,
ano passado eu não vou comemorei , apenas celebrei,
apenas por um simples fato: era Semana Santa e bem
no dia fui para o hospital por conta de uma infecção.
(ninguém merece)
E eu respeito muito isso.
Celebro sim, porque é meu dia ,
o dia do meu nascimento,
mas não em grande comemoração.
E como estava procurando um texto
que explicava essa exata diferença;
achei como eu queria:
Comemorar e celebrar são a mesma coisa?
Com o passar dos anos e das gerações, palavras novas vão surgindo,
algumas vão caindo em desuso e outras adquirem novos significados.
Penso que este é o caso de celebração ,
quando comparada com comemoração , no seu sentido popular.
Comemoração , por exemplo, é interpretada e realizada como festa.
Comemoram-se aniversários da nascimento, de casamento,
de fundação, prêmios obtidos e momentos especiais.
Algumas empresas têm várias e boas razões
para comemorar: lançamentos de novos produtos,
metas atingidas ou superadas, prêmios diversos,
lucros extraordinários, inauguração de novas instalações,
aquisições ou fusões e muitos outros motivos.
Em princípio, a celebração teria mais ou menos o mesmo
sentido da comemoração , mas hoje, no jargão organizacional,
celebrar passa a ter um significado mais profundo,
mais interativo, menos “festeiro”.
Celebrar é compartilhar alegrias e vitórias, sem bandas e fanfarras.
Celebra-se de modo discreto, quase silencioso,
mas nem por isso menos intenso e verdadeiro.
Para serem celebradas, não precisam ser grandes alegrias e vitórias –
até porque estas não têm tamanho, peso nem altura.
Ou são ou não são. Se são, devem ser celebradas.
Você celebra, por exemplo,
quando manifesta claramente que reconhece a importância ou a
qualidade de um colega. É preciso que se saiba que há um significado
transcendente em cada gesto de reconhecimento –
porque mexe com intensos
sentimentos atávicos do ser humano. Em toda pessoa, há sempre um componente
que merece ser celebrado – basta querermos ver e reconhecer.
Talvez poucas formas de celebração
sejam tão poderosas e gratificantes quanto o reconhecimento
por um trabalho bem feito, uma ação meritória ou
uma atitude digna.
Você pode celebrar juntamente com o colega a
alegria dele pela entrada na faculdade, pela compra da primeira
casa ou do primeiro carro, pelo nascimento de um filho,
pelo casamento, pela promoção.
Celebração é algo que tem muito mais a ver com o coração
do que com a razão – e pode-se fazê-la apenas com palavras,
gestos ou preces, o que não seria possível numa comemoração,
que está mais para festa. Portanto, são coisas diferentes,
mas nem por isso uma é mais ou menos importante que outra.
Uma significativa diferença entre ambas é que as
comemorações geralmente têm data certa para acontecer.
As celebrações, não. Podem ocorrer a qualquer momento,
em qualquer dia – basta saber que alguém realizou um sonho,
superou um desafio, ganhou uma nova competência
ou está vivenciando algo que o deixa feliz.
Com um abraço caloroso e sincero, você pode celebrar o
encontro diário com o colega a cada manhã que o
encontra no trabalho. As equipes coesas
costumam permutar celebrações entre seus membros,
porque a alegria ou o sucesso de um é compartilhado com os demais.
A base de qualquer modelo de gestão
que pretenda ser um diferencial competitivo está diretamente
condicionada à capacidade dos seus membros em
celebrar as alegrias, vitórias e talentos uns dos outros.
Um elogio, um abraço, um gesto carinhoso ou fraternal,
um e-mail de afago, um presente, um alegre telefonema
inesperado… Estes exemplos de celebração mostram uma
particularidade que deveria entusiasmar as empresas a
estimulá-la entre seus colaboradores: pode ser feita a custo
praticamente zero – o que não se pode dizer em relação
às comemorações.
As comemorações agradam ao ego; as celebrações agradam ao espírito.
Talvez por isso as primeiras sejam mais comuns
e mais freqüentes nas organizações.
Muitas empresas ainda permitem que seu modelo de gestão de pessoas seja influenciado
e avaliado pela satisfação dos egos dos seus gestores e, nessas condições,
há pouco espaço para celebrações e muitas
razões para comemorações – ainda que por razões às vezes questionáveis.
Por fim, é importante destacar que, mesmo com tantas diferenças práticas,
há algo em comum e essencial entre comemoração
e celebração. Algo tão fundamental que é quem de fato legitima sua autenticidade:
em ambas, comemoração ou celebração,
é absolutamente indispensável a presença do sorriso que sai do coração.
Sem isso, estaremos falando de outras coisas, menos de celebração e comemoração.
Floriano Serra